......... O Primeiro e Maior Romance BDSM Brasileiro .........

Submissão Concedida – 2ª Edição

Revista, atualizada e com novas práticas

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ESCRAVA NÃO TEM QUE TER PRAZER SEXUAL

 

          A libido feminina sempre foi um mito. Nada mais justo para algo tão único e especial. Porém, tal mito nunca visou sua exaltação ou valorização; ao contrário, o prazer feminino sempre foi envolto em repressão, tabus, coibições e até descrédito por parte, não só dos homens, como também das demais mulheres, seja pela religião, moralismo social ou até mesmo através da repressão íntima.


          Na sociedade ocidental, com os dogmas impostos pela religião cristã católica, então monocrática e absoluta, em especial com a hoje tão questionada supressão de evangelhos de valorização à mulher, mas principalmente pela exaltação das virtudes da "virgem" Maria (contrariando a lógica de virgindade de uma mãe de 1 a 3 filhos), a libido feminina chegou a ser encarada até mesmo como sintoma de endemoniamento.


          Mas não precisamos ir tão outrora para encontrar a repressão à libido feminina. Até meados do século passado, ou seja, há menos de 50 anos, ainda se propagava no meio médico (até ele!) a existência do "furor intra uterino", que nada mais era do que o enquadramento como DOENÇA do orgasmo vaginal.


          Também há menos de meio século, um dos piores xingamentos que um homem poderia receber era "chupador de xoxota" e a libido, desejo e orgasmo femininos se mantinham associados, se não mais às bruxas, ainda às prostitutas.


          Mas não achemos que hoje em dia a repressão ao prazer sexual feminino esteja adstrito às seitas subdesenvolvidas (que chegam a extirpar o clitóris em rituais religiosos) ou à sociedades ainda machistas. Isso porque, mesmo com a aparente liberação e desmitificação da libido feminina (tão propagada na mídia), segundo pesquisas recentemente divulgadas, a grande maioria das Mulheres (mais de 70%) não consegue atingir qualquer tipo de orgasmo; e, dos 30% restantes, a quase totalidade só o consegue por estimulação clitoriana.E aí damos asas à manutenção de mais um dogma machista, ao lembrarmo-nos que o clitoris é anatomicamente um pênis não evoluído, concluindo que só o macho - com seu membro - tem prazer... !!..


          Uma tolice. Mas até hoje, para a maioria das mulheres, o orgasmo seria como Papai Noel: "quando muito aparece uma vez por ano, mas ninguém acredita nele" *rs


          E o Ponto G? É como duendes: dizem que existe, mas nunca ninguém viu.


          Ninguém mesmo?

           ...

          Tolos.

          E a ejaculação feminina? Fantasia?

 
          Sempre teremos os céticos a negar-lhe a existência com base na anatomia feminina, que não dispõe de próstata para tal. OK! Recusem-no. Mas, quando numa casualidade, ele vir a acontecer, não confundam e nem se envergonhem, pois a escrava não urinou durante o coito. Basta verificar pelo cheiro do líquido que ela expeliu fartamente.


          E é assim que, até hoje, de dogma em dogma, de repressão em repressão, de ignorância em ignorância, vai-se negando até mesmo a "existência" do prazer feminino. Porque? Será que os machos dominantes (sic) tem medo da responsabilidade e trabalho de ter em suas mãos uma verdadeira fêmea liberta?


          Em conseqüência e resignação, por força dos tabus, da opressão religiosa, social, machista e pela vergonha, medo ou até ignorância, a mulher vai protelando resignadamente a descoberta e prática da plenitude de sua libido, até que um dia descobre a existência do BDSM.

          Um universo onde, libertino ou não, a liberdade e o respeito à busca do prazer é a premissa básica; onde a mulher é valorizada pela plenitude de sua sexualidade, em vez de debochada ou reprimia ao descobrir a fêmea ferina dentro de seus desejos e libido; onde os tabus, preconceitos e reservas podem ser deixados de lado; onde a mais reprimida pode "culpar" a obediência em vez do seu desejo e onde a imensa e sincera cumplicidade entre Mestre e escrava permite uma confiança, segurança, serenidade, abertura e diálogos na busca de prazer e realização mútuos, maioria das vezes coibidos no baunilha, seja pela necessidade da mulher de impor a imagem imaculada mais valorizada, seja por vergonha ou medo do "o que ele vai achar de mim?".... Tsc tsc.. enquanto isso o parceiro recorre às prostitutas para se realizar, pois também não tem coragem de sugerir à sua parceira as práticas que pode ocorrer dela mesma estar esperando... Quanta inútil hipocrisia.


          E é assim que, no verdadeiro BDSM, despindo a hipocrisia e desnudando os mais íntimos desejos, a escravidão liberta a mulher.


          Sei que o termo "verdadeiro" BDSM incomoda a muitas pessoas. Mas talvez sejam exatamente estas pessoas que tentam desvirtuar o nosso universo, impondo a ele os mesmos padrões e dogmas machistas, tabus repressores e motivações vergonhosas, ao insistir em inserir em nosso meio as velhas figuras do "sexo só com amor", "corno", "fidelidade", "vadia", "tarado", etc...

 
          Mas ainda há algo pior:


          A mulher, na busca da libertação de sua libido e extirpação de suas opressões, vergonhas, tabus e mitos, acaba por se fascinar pela possibilidade explicita de se realizar plenamente no BDSM. E assim, adentra em nosso meio, conhece e escolhe seu Mestre e, como o burro correndo atrás da cenoura, pode acabar por ouvir na primeira sessão:


         "Escrava não tem que ter prazer sexual, não pode gozar, senão se e quando eu permitir. Pois serve somente para o prazer do Mestre"


          ... Tsc tsc... e assim voltamos ao começo...


          Que absurdo! BDSM é evolução, nunca retrocesso.


           O próprio D/s não é uma abdicação das conquistas sociais femininas, muito pelo contrário! (Mas isso já é outro texto).


          Assim, se tiver que comandar a libido da minha escrava, que seja para multiplicá-la, não para restringi-la.


          Por isso mesmo, minhas escravas não tem que pedir autorização para gozar, muito pelo contrário, eu sim é que tenho que fazê-las gozar muito e sempre. Porque assim elas serão cada vez mais plena e realmente MINHAS.


          E é isso mesmo que eu disse: "fazer a escrava gozar...". Porque não estou falando de "servir à ela", mas de saber que não há forma mais poderosa de se dominar uma mulher, do que pela libido.


          É a minha opinião...


          ... E das mulheres que se libertam (ainda mais) na escravidão.



                                                        Jot@SM