coleira

A COLEIRA NO B.D.S.M.

 

          Inicialmente, é importante frisar que o uso da coleira não está ligado estritamente à prática do “DogWoman”, que consiste em fazer diversos jogos e cenas que comparem a escrava à uma cadela (desde andar de quatro, beber em tirrinas de cães, latir, apanhar objetos com o boca, etc...).

 

          E, principalmente, o uso da coleira pela escrava em hipótese alguma é uma humilhação para a mesma. Muito pelo contrário. Uma escrava tem o orgulho de portar a coleira de seu Dono, pois ela demonstra a sua entrega e convicção, além da assunção daquele que escolheu para servir. Assim, a coleira simboliza no BDSM aquilo que a aliança de ouro representa no matrimônio.

 

          Neste contexto, existem três tipos básicos de coleira:

 

          A COLEIRA DE SESSÃO. Mais grossa e resistente, tendo argola(s) para prender-se a guia. Ela geralmente é colocada no início de uma sessão, durante o chamado “ritual da coleira” (quando a escrava reitera seus votos de entrega) e retirada ao final dela, SEMPRE PELO MESTRE.

 

          Uma escrava retirar a coleira tem o simbolismo de estar desistindo de ser escrava daquele Mestre. Daí surge o termo “devolver a coleira”, que significa a escrava terminar a relação BDSM, ou “tirar a coleira”, quando é o Mestre que desiste. Por isso, a escrava NUNCA deve tirar a coleira de sessão, podendo apenas “recolocá-la” ao ter sido tirada PELO MESTRE para que ela possa tomar banho, por exemplo.

          

          Ocorre que a coleira de sessão geralmente é uma indumentária mais “pesada” e um tanto indiscreta. Tem sua utilidade para que a escrava seja presa e puxada pela guia, ou mesmo para nela prender-se as algemas das mãos e pés. Porém, seu uso em público poderia chamar por demais a atenção e confundir a sub com uma punk ou Metaleira. Por isso, em público, a escrava usa a COLEIRA DE PASSEIO, que é uma peça mais delicada e discreta, sem argolas e sempre com a inicial ou o nome de seu Dono.

 

          Tal coleira, ainda mais que a anterior, é portada com o devido orgulho pela escrava, especialmente porque com ela a sub. expõe explicita e publicamente sua entrega e a posse de seu Dono.

 

           Não utilizo nenhum ritual em especial e obrigatório para colocação da coleira de passeio. Geralmente a escrava já se encontra comigo portando-a. Da mesma forma, como ela representa uma entrega pública e explícita, ela pode ou deve – em ocasiões específicas e especiais – ser usada não só na minha companhia, mas também na minha ausência, quando a escrava estiver no meio BDSM, exatamente para que a escrava demonstre ter Dono e quem ele é. Assim sendo, tal coleira não só é colocada pela própria escrava sem maiores rituais, como é retirada pela mesma no fim do dia ou do compromisso que levou a usá-la (imagine-se a escrava ter que usar a coleira num encontro em outra cidade onde não pude ir. Se fosse proibido dela retirá-la, ela teria que esperar reencontrar-me para fazê-lo ? Não tem sentido, não é mesmo ?)

 

          Por fim, com o advento da Internet surgiu a COLEIRA VIRTUAL, que é um símbolo ou um tipo especial de nick para ser usado especialmente nas salas de chat.

 

          Minhas escravas usam um tipo exclusivo de coleira virtual que se aproveita do meu nick ser o nome de uma letra:

 

          J_(nome)

 

          Onde o J representa o meu nick, o travessão é a guia da coleira e os parênteses são a coleira, com a escrava nela.

 

          Não seria correto de minha parte falar aqui de cada uma das escravas que portaram minha coleira, sejam as virtuais ou as reais. Seria uma indiscrição usar da intimidade delas, ainda mais que muitas hj. pertencem convictas e orgulhosas a outros Mestres. E, simplesmente elenca-las, seria um descaso inadmissível. Além disso, acabariam por não serem citadas aquelas que, mesmo sem terem portado a coleira, eu tive o orgulho de apresentar e ensinar o BDSM, sendo delas o primeiro Mestre, mas sem nunca tê-las dominado. Escravas – algumas delas – hj. pessoas respeitadas e formadoras de opinião em nosso meio BDSM.

 

          Assim, fica aqui gravado o meu carinho, o meu respeito e a minha amizade por todas aquelas que não só souberam portar com honra, respeito e dedicação a minha coleira, mas também o reconhecimento por cada uma delas ter me ajudado a aprender ainda mais e a engrandecer dentro do BDSM.

 

 

Jot@SM

 

......... O Primeiro e Maior Romance BDSM Brasileiro .........

Submissão Concedida – 2ª Edição

Revista, atualizada e com novas práticas

.............. CLIQUE AQUI e adquira o seu ............