......... O Primeiro e Maior Romance BDSM Brasileiro .........

Submissão Concedida – 2ª Edição

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A DIFERENÇA ENTRE

ESCRAVA E SUBMISSA

 

           Esta questão da diferença entre os termos escrava e submissa é antiga e vem gerando diversas “falhas de comunicação” entre as pessoas de nosso meio. Isto porque há interpretações distintas para seus significados e diferenças, fazendo com que muitas vezes diálogos e leituras de texto sejam comprometidos em sua interpretação. Como até hj, a fim de normatizar todos estes termos em nosso país, ainda não inventaram uma ABNT para o  BDSM, assim perdurando esta “babel” de palavras e interpretações, cabe expor aqui minha visão sobre a questão que acredito seja bastante coerente e tenha tudo a ver com a interpretação da maioria das pessoas do nosso meio:

   

 

          ESCRAVA é um termo genérico aplicado a qualquer mulher praticante do BDSM no lado passivo da relação.

 

          SUBMISSA é um tipo de escrava. E o próprio nome já dispensaria maiores comentários sobre suas características. É aquela escrava dócil e dedicada ao seu Mestre e que estaria mais ligada ao D/s que ao S&M, praticando este último por submissão e para agrado de seu dono menos que por prazer à dor ou outro objetivo.

 

          Porém, existem outros tipos de escrava: A escrava masoquista, a escrava podólatra (mais comum em escravOs), a dogwomam e a TrashSlave (estas duas não se incluindo muito bem nem na classificação de escrava submissa nem na de escrava masoquista), a escrava libertina (que não tem e nem quer ter um dono, pois prefere a liberdade de escolher parceiros a cada sessão), entre outras.

 

          Atente-se que estes termos se aplicariam às característica predominantes em cada escrava, ou seja, é claro que uma escrava pode ser submissa, masoquista e ainda curtir trash, tudo ao mesmo tempo, mas ela se classificaria pela característica mais marcante e assente nela.

 

          Isso tb. Torna o termo “escrava” importante. Pois aquela que somasse todas as características acima, poderia ser intitulada “escrava COMPLETA” (imagine-se dizer “submissa completa” interpretaria-se aí que tal serva aprecia a dor e o trash ?).

 

          Quanto aos comentários e interpretações que dizem ser a submissa “uma evolução da escrava”, se assim for, o que se considera “escrava” ? Somente a masoquista ? Todas as demais além da submissa ? A libertina ?

 

          Apesar de ser um Mestre mais dominador que sádico, e portanto ter na escrava submissa o meu ideal, sempre discordei deste raciocínio que a coloca “superior” e mais evoluída face às demais dentro do meio BDSM como um todo.

 

          Ela pode ser “a preferida” para Mestres dominadores, porém, não nos esqueçamos da diversidade de tipos e personalidades existente dentro do BDSM e, portanto, para um Mestre SÁDICO a escrava submissa pouco tem valor. Aquela que seria sua preferida e por ele considerada a “mais evoluída e superior” – óbvio - seria a escrava masoquista hard.

 

          Como não podemos deixar de considerar o valor da opinião e do gosto de Mestres Sádicos respeitados, honestos e significativos dentro do BDSM, opinião esta que em nosso meio deve ter tanto valor quanto a dos Mestres mais D/s como eu ( respeitando-se desta forma a diversidade do BDSM) torna-se incabível colocar como regra geral dentro do universo BDSM que um tipo de escrava seja mais “evoluído ou superior” que outro. Afinal, esta interpretação estaria ligada ao gosto e preferência de cada um.

 

          A meu ver, a “evolução”  existiria em cada tipo isoladamente. Ou seja, existiriam escravas submissas mais evoluídas, mais experientes, mais dedicadas e com menos limites que outras TAMBÉM escravas submissas. E desta forma a submissa 24/7 (vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana) seria uma evolução da submissa que restringe sua submissão à sessão. Da mesma forma, existiriam escravas masoquistas mais Hard no suporte à dor que outras TAMBÉM escravas masoquistas,  ou mesmo trashslaves que aceitariam mais jogos de escatologia que outras. Destarte, estaríamos comparando escravas com as mesmas tendências e características, o que somente assim é possível e aceitável.

 

          Acredito que esta minha visão e opinião seja compartilhada com a maioria dos praticantes no BDSM, em especial no exterior, onde a normatização de termos é bem mais evoluída. Porém, há que se acrescentar que o intuito de se especifica-los no BDSM está ligado à necessidade de que as pessoas se façam entender ao usar uma determinada palavra. Afinal, é inconcebível que num mesmo meio uma pessoa profira uma palavra ou termo visando expor um significado e o ouvinte/leitor interprete aquele mesmo termo de forma diferente, por vezes comprometendo o próprio sentido, significado e intuito do que se pretende dizer ou expor.

 

          Destarte, em face desta babel de termos, e utilizando-se de um princípio básico de boa leitura e interpretação, deve o leitor antes de mais nada apurar com que significado são usadas determinadas palavras em BDSM, em especial “escrava” e “submissa”, independente da concordância com o significado com que foi proferida, sob pena do leitor interpretar incorretamente (de forma tendenciosa ou não) aquilo que se quer expor.

 

                    É a minha opinião,

 

Jot@SM