......... O Primeiro e Maior Romance BDSM Brasileiro .........

Submissão Concedida – 2ª Edição

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A PROIBIÇÃO DE OLHAR

 

          A maioria dos Mestres e dos códigos de conduta para escravas determinam que estas não podem NUNCA olhar o Dominador diretamente nos olhos, impondo a elas a obrigação de manter-se sempre de vistas baixas.

 

          Esta regra tem sido a mais questionada e contestada pelas escravas, com base na alegação – coerente – de que o olhar tem um poder e uma beleza grandes demais para serem dispensados ou proibidos numa sessão. Não posso deixar de concordar que o olhar é uma forma muito eficaz e poderosa de exprimir os sentimentos, os pensamentos e as sensações. Um olhar submisso e dedicado ao Mestre é algo que sem dúvida irá agradá-lo e seduzi-lo. Também um olhar de dor e piedade bem lançado na hora da tortura, não só é irresistivelmente excitante para qualquer sádico, como também irá conseguir a compreensão do algoz. Logo, porque então “proibir terminantemente o olhar da escrava ?”

 

          Inicialmente cumpre esclarecer que a regra de não olhar o Mestre nos olhos não é “rígida e intransponível”. Não se trata de impor à escrava uma conduta de“monja” durante toda a sessão, olhando eternamente para o chão. Isso tiraria dela uma grande parte do seu charme, pois o Mestre se privaria dos olhares citados acima, bem como ela não teria o desfrute de poder ter a penetração do poderoso olhar dominador do seu Dono, que sem dúvida a deixará ainda mais submissa. Assim, é claro que – mesmo imposta a regra – nenhum Mestre vai castigar sua escrava por esta lhe desferir um oportuno, providencial e compatível olhar submisso ou de piedade.

 

          Ora, se “pode” olhar, porque então a regra é “NUNCA” olhar nos olhos do Mestre ?

 

          Simples: Os olhares são o espelho da alma e dos sentimentos. São incontroláveis e muito dificilmente dissimulados. Da mesma forma que uma escrava pode desferir um olhar de submissão, ela pode tb – instintivamente e sem querer - lançar um olhar de desafio, de insubordinação, de contestação, de protesto, de rebeldia...   Assim, é melhor impor como regra “básica e inicial”, principalmente para as escravas iniciantes, a proibição TOTAL do olhar, pois assim, estaria o Mestre se privando do lindo olhar submisso, mas tb. estaria evitando ter que castigar a escrava a toda hora, por conta de olhares incompatíveis desferidos por ela, que não consegue ainda selecioná-los ou contê-los.

 

          Como exemplo, eu citaria o olhar do primeiro chicoteamento... Ora, a primeira vez que uma escrava é chicoteada, a sensação indubitavelmente é de surpresa. Seja de surpresa boa, seja de ruim (ao descobrir que se agrada ou não com a dor). E como é o olhar “de surpresa” ?... Ora, a surpresa sempre  é acompanhada do reflexo da repulsa e da auto-proteção ao desconhecido. Assim, o olhar que a escrava irá desferir será de susto ou mesmo de contestação... E como controlar este olhar ? Impossível. Ela acabará tendo sido rebelde para com seu Mestre sem querer.

 

          Assim sendo, não seria melhor que ela em hipótese alguma olhasse para ele ? Isso não seria uma proteção para a própria escrava até que soubesse selecionar e só olhar para seu Dono com submissão, gosto ou pedido de piedade ?

 

          Também um olhar “baunilhamente sedutor”, desferido pela escrava com o intuito de seduzir e atrair seu Mestre, pode ser considerado como um olhar de rebeldia ou mesmo de soberba. Assim, em vez de conquistar o desejo e a libido do Dono, a escrava vai conseguir é um bom castigo ou a atitude mais comum para conter um olhar indevido: um tapa no rosto.

 

          Enfim, estando totalmente proibida de olhar, ao se atrever a faze-lo, a escrava terá tempo e cuidado suficientes para evitar olhares incompatíveis, tornando assim a proibição de olhar uma forma de “proteção” para ela.

 

           Mas lembremo-nos que esta é uma regra “básica e inicial” que se aplica principalmente às escravas iniciantes que ainda não sabem controlar seus sentimentos mais baunilha de repulsa ou descontentamento, ou mesmo que ainda não adentraram totalmente na submissão para que ela possa ser o primordial no olhar. Em uma primeira sessão, as surpresas, os medos, os sustos, a descoberta, a insegurança e por vezes a repulsa, a dúvida e a decepção são passíveis de serem expressados no olhar, e é claro que este olhar não seria  adequado para uma submissa.

 

          Porém, com o tempo, o treinamento e a assunção da escrava em ser uma submissa e em ser de seu Dono com tranquilidade e segurança farão aos poucos que ela se sinta verdadeiramente submissa e possa assim olhar livremente para seu Mestre, porque será este o sentimento que ela irá instintiva e sinceramente transmitir no olhar, bem como ela não terá mais tantas surpresas para extrair olhares rebeldes ou incomodados e também saberá controlar melhor os olhares impróprios.

 

          A partir daí, é claro, a Regra de NUNCA olhar será substituída por “Não olhar de forma inconveniente”.

 

          Mas imagine colocar-se numa regra básica para escrava iniciante o termo “olhar inconveniente”... Ora, ela não sabe ainda definir quais são os olhares inconvenientes (nem mesmo alguns Mestres conseguiriam elencar para ela exaustivamente), mesmo porque o que é inconveniente para um Mestre, pode não ser para outro. Assim, não tendo ainda a escrava a submissão/assunção tão fortes dentro de si para que seus olhares sejam instintiva e primordialmente submissos e nem o controle necessário para saber selecionar um olhar do outro antes de enviá-lo ao seu Mestre, melhor e mais coerente deixar que esta capacidade venha surgindo naturalmente e até lá que se evite qualquer tipo de olhar.

 

          E completo que será a própria escrava que aos poucos irá se sentindo mais segura e à vontade para ir olhando cada vez mais para seu Mestre. Não é este que irá “liberar” expressamente o olhar. Será a escrava que aos poucos irá usa-los cada vez mais na sessão sem ser castigada ou repreendida por isso, pois estará sabendo se valer somente de “olhares convenientes”.

 

          Em suma, a regra de NUNCA olhar o Mestre nos olhos é um exagero necessário para a própria segurança da escrava em sua fase de iniciante, mas não uma regra rígida, uma vez que não será nenhuma rebeldia dela presentear seu Mestre com olhares submissos ou compatíveis com sua condição de escrava logo na primeira cena. Porém, repito, enquanto ela ainda não tiver experiência e estiver totalmente assumida e segura como escrava submissa daquele Mestre, correndo assim o risco de desferir olhares impróprios, é melhor que ela mesma se valha do “DIREITO” de poder se manter seguramente de vistas baixas a maior parte do tempo, sem olhar seu Mestre, e se limitando a ter o maior cuidado ao fazê-lo.

 

Jot@SM