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PENSAMENTOS DO MESTRE
“ ESCRAVAS SÃO
SUBMISSAS, OBEDIENTES E DEDICADAS.
INFERIORES,
N-U-N-C-A !!!
Ao contrário. Sua personalidade "forte e superior" é que as permite assumir com orgulho e firmeza a sua entrega e submissão.”
▼
“...nunca faça-se BDSM por amor. Mas ame-se, e ame-se muito,
assumindo-se sem vergonha ou medos esse amor que surge no BDSM...”
▼
“...ele não
encaminha os praticantes ao baunilha, nem enfraquece
suas posições e práticas D/s ou S&M.
Ao contrário. Por vezes até as solidifica, amplia e enaltece. Então, porque
evitar, esconder, sufocar, renegar ou se envergonhar de amar no BDSM ?”
▼
“...apesar de ser um Mestre mais dominador que sádico, e portanto
ter na escrava submissa o meu ideal, sempre discordei deste raciocínio que a
coloca “superior” e mais evoluída face às demais
dentro do meio BDSM como um todo.”
▼
“...na verdade, cabe a um bom dominador respeitar sempre os
limites da escrava, sejam de pudor real ou principalmente os de resistência à
dor. Isso distingue um “Mestre experiente e confiável”
de um “grosseiro e violento”. E a confiança e segurança da escrava são
imprescindíveis para uma boa relação. Afinal, estamos falando de uma fantasia
reciprocamente prazerosa e não de uma agressão ou coação.”
▼
“...ser escrava é
algo que merece respeito e admiração, tanto ou mais que ser dominador. Logo,
não é vergonha nem muito menos "rebaixa"
ninguém ser ou experimentar ser escrava. Um Mestre que pensa assim não merece
nem está dando o devido e merecido valor àquela que lhe entregou sua submissão
e dedicação. Uma escrava que pensa assim, deveria reavaliar sua própria
importância dentro do BDSM.”
▼
“...a entrega
total existe sim, mas esta restrita à consensualidade na relação. É uma atitude da escrava que –
demonstrando sua total confiança e segurança em seu Dono – coloca nas mãos dele
a decisão dos rumos e das mínimas atitudes dentro da relação sem a necessidade
de seu consentimento prévio ou da preocupação dele com o seu agrado ou
aprovação. Porém, tal entrega subtende incontestavelmente a necessidade
irretratável e intransponível do Mestre observar os preceitos mínimos de
sanidade e segurança que – uma vez extrapolados – devem ensejar sim, a imediata
reação da escrava. Se não desistindo da relação, no mínimo “alertando” seu
Mestre do seu deslize (sem que isso seja um sintoma de que ela esteja
comprometendo sua entrega total). “
▼
“...acredito que,
numa intensa e desenvolvida relação BDSM, uma simples advertência verbal,
demonstrando com rigor todo o descontentamento e reprovação do Dono, pode ser
para a escrava um "castigo" de intensidade
muito pior que qualquer "tortura" que a deixe com a pele em carne
viva. Pois fere diretamente seu "orgulho" de escrava. E uma
verdadeira escrava é acima de tudo "orgulhosa" em tentar ser a mais
perfeita, completa, obediente e impecável das submissas”
▼
“...
o que distingue o BDSM da transa apimentada e o limite onde surge o BDSM, está
na intenção, na sinceridade e na honestidade da relação, mesmo que esporádica e
light, e não na prática, na forma ou na intensidade
dos atos.”
▼
“Uma submissa
consegue sentir muito mais dor que uma masoquista. Pq esta última sente por
prazer e quando o prazer se esgota, ela já não mais a suporta. Já a submissa se
entrega à dor por dedicação e para prazer de seu Dono. E a dedicação de uma
submissa não tem limite e nem se esvai.”
▼
“As torturas
esgotam a carência da masoquista na dor, fazendo com que ela não se torne
arredia e desobediente na busca de castigos.”
▼
“Não se pode conquistar
a entrega de uma escrava sob chantagem, coação, falsas promessas ou retribuição
escusa, seja de que tipo for. A escrava deve ser escrava por sua vontade, consensualidade, vocação e ENTREGA. É daí que nasce a mesma
distinção que existe entre sexo e estupro, entre um excitante spanking saudável
e uma agressão familiar matrimonial, entre bondage e cárcere privado, etc...”
▼
“...Mais que um
código de conduta ou uma coação, as regras são o espelho público e explícito do
estilo de dominação daquele Mestre que as propõe e pratica. E é nelas que a
pretensa escrava pode se basear para escolher ser dele ou não.”
▼
“Ao Mestre não
cabe duvidar da obediência honesta de sua escrava, ou estará duvidando da
relação como um todo, de sua própria autoridade e de sua eficiência em escolher
suas servas.”
▼
“...não é
orgulho, regozijo, nem prazer nenhum a uma escrava submissa aproveitar-se de
subterfúgios para fugir àquilo que ela mesma escolheu livremente exercer
(podendo desistir a hora que quiser) e efetivamente lhe dá prazer e lhe
engrandece: A OBEDIÊNCIA.”
▼
“...verdadeiras
escravas submissas não são lenda não, elas existem. Ou
nós (Mestres, Dominadores e Donos)
também não existiríamos.”
▼
“...aí está a
maior responsabilidade do Mestre: Ter maturidade para saber distinguir aquela
negativa ou dúvida que podem ser superados pela “coação
BDSM” ou pelo seu poder de extrair e exigir da escrava as suas vontades, do
verdadeiro “não”, que EFETIVAMENTE EXISTE e que deve ser incontestavelmente
respeitado.”
▼
“...o Mestre também
tem que ter o cuidado para não exigir da sua escrava algum ato que ela – no
calor da sessão - venha a praticar e até se agradar no momento, mas que lhe
deixe seqüelas físicas ou psicológicas inaceitáveis.”
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“Quem generaliza dizendo
que o BDSM é somente sexo, se esquece que, se assim fosse, não haveria priapismo suficiente para a prática do 24/7”
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“Ver
o BDSM simplesmente como uma fantasia sexual,
é como ir ao
Louvre e ver somente a Mona Lisa.”
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“Mestres
não gritam. Porque o poder do Mestre está em sua autoridade, adquirida pelo seu
caráter e honra e conferida pela entrega de sua serva,
nunca na coação
grosseira de um grito.”
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“O MEDO, sendo um sentimento obrigatoriamente
conseqüente da falta de confiança e segurança, que são pressupostos básicos
indispensáveis para a escrava num relacionamento BDSM, nunca pode fazer parte
dos seus sentimentos durante a relação. Quando muito, uma excitante ansiedade
pode ser provocada pelo Dom antecedendo os castigos e torturas, mas nunca MEDO.
Porque a devida confiança e segurança que o Dono deve dar à sua escrava não
permite lugar a este sentimento.”
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“É comum alguns
Mestres tolherem totalmente suas sessões de qualquer forma de carinho. Vejo aí
menos que um estilo de dominação, uma grande insegurança daquele Mestre que
imagina abalar o seu poder e autoridade ao conferir à sua serva alguma forma de
mimo que tolamente só consegue associar ao baunilha.”
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“Um Dominador que
precisa se esconder todo tempo atrás da frieza e da rudeza para demonstrar o
seu poder, é porque não tem em si nenhuma autoridade verdadeira e por isso se
sente inseguro em se permitir ser dócil em determinados momentos, por medo que
neles seja descoberto o seu embuste.”
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“O Mestre é
aquele que educa, ensina, orienta e mostra os caminhos do BDSM para a escrava.
Ajuda-a a evoluir, a se descobrir, a se desenvolver e se assumir dentro do
vasto universo desta nossa fantasia. Com sua prática, experiência e coerência,
pode propiciar à ela a descoberta de suas tendências,
de seus anseios, seus limites e suas preferências e características. É acima de
tudo, um amigo, um parceiro e um guru.”
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“...O ideal é ser
os quatro: Mestre no prelúdio virtual e no
desenvolvimento da escrava, Sádico Dominador na sessão e Dono para sempre.”
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“Uma escrava que
abdica ou protela o uso da Safe Word quando ela se faz necessária, não está
demonstrando suas qualidades de resistência como masoquista, e sim sendo
conivente - senão causadora - dos exageros e da agressão de seu algoz”.
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“Não se é
submissa simplesmente. Se é submissa DE ALGUÉM.”
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“Para o prazer da
dor é necessário todo um contexto que a cerque. Nenhuma masoquista hard sente prazer simplesmente ao bater a canela na quina
da mesa.”
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“Não há forma mais poderosa e eficiente de se
dominar uma mulher, do que pela libido.”
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“Gatas (animal) são independentes,
traiçoeiras, voluntariosas, arredias, manhosas, egoístas, indisciplinadas,
ciumentas, prepotentes, esnobes e rancorosas. Ou seja, nada tem a ver com a personalidade
de uma escrava. Já a cadela (também o animal) é fiel,
dedicada, companheira, disciplinada, apanha sem guardar rancor, é
obediente, dengosa, serviçal e amiga.
Portanto, não se pense ofender uma escrava chamando-a de cadela. Uma
escrava orgulhosa vai se aborrecer é de ser chamada de gata. *pisc
▼
“Nenhum
verdadeiro e honesto Mestre Sádico “bate em mulher”,
muito menos
maltrata uma.
Se
acha que enlouqueci de vez, é porque não entende o significado e a
filosofia do BDSM.”
▼
“Vale-tudo, liberdade,
tudo pelo prazer, o prazer é o que importa e abaixo a liturgia, me parece,
menos que um estilo, uma desculpa para a falta de conteúdo”
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“BDSM sem
liturgia é tão somente sexo com porrada”
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“É
engrandecedor a existência de várias correntes e estilos
no BDSM.
Afinal, onde
todos concordam, ninguém evolui”
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“Tortura não é
violência, castigo não é agressão, dor não é incômodo, submissão não é
inferioridade, dedicação não é esparrice, severidade
não é revoltante, poder não é despotismo e fantasia não é insanidade. BDSM não
é condenável... É lindo.”
Jot@SM