......... O Primeiro e Maior Romance BDSM Brasileiro .........

Submissão Concedida – 2ª Edição

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SÃO, SEGURO, CONSENSUAL & HONESTO

 

          Há muito tempo – espero que não em vão – tenho tentado incluir na tríade SSC (são, seguro e consensual), brilhantemente aplicada ao BDSM, também o elemento HONESTIDADE. O termo parece um tanto genérico, clichê e óbvio. Porém, a maioria das pessoas talvez não tenha notado sua importância e indubitavelmente a sua ligação com alguns absurdos que ocorrem no BDSM, denegrindo sua imagem como um todo, tais como:

 

1- Escravas que se entregam sem limites a um Mestre e depois que se separam dele vêm reclamar que foram violentadas e agredidas;

2- Sádicos que extrapolam em suas torturas sem respeitar sequer o uso da safe-word em cenas de dor gratuitas e violentamente ininteligíveis até para verdadeiros S&Ms Hard;

3- “m”estres e dominadores que estão no BDSM em busca de uma “trepadinha fácil e sem preconceitos” ou “escravas” em busca na verdade de namorado/marido, ambos decepcionadas com os resultados obtidos no baunilha; etc...

 

          Assim, quando digo que o BDSM tem de ser HONESTO, é na tentativa de impor que as pessoas o pratiquem sem nenhum outro intuito senão o de encontrar o prazer e a paixão que existem no complexo e maravilhoso relacionamento verdadeiramente BDSM. Ou seja, a intenção deve ser “O BDSM”, e nunca a de usá-lo como instrumento para atingir outros objetivos.

 

          Exemplificando, e começando pela escrava para qual a honestidade também se faz imprescindível, existem mulheres que, decepcionadas com sua busca pelo “príncipe encantado” no universo baunilha, carentes e solitárias, acabam por “ACEITAR” como último e desesperado recurso de sedução ser uma escrava submissa, pois acreditam que desta forma poderão obter algum atrativo para encontrar sua cara metade. Nesta situação, tais mulheres estarão sendo DESONESTAS se não curtem e nem sentem prazer na dor ou em ser sub, estando apenas a “aceitar” o BDSM na tentativa de conseguir um namorado, um homem e/ou um marido, e para isso aceitando serem dominadas, esmurradas, maltratadas e humilhadas, muitas vezes sem bem avaliar se o parceiro éum Mestre de verdade ou um grosso violento. Mesmo porque seus parâmetros de escolha daqueles parceiros é tão somente baunilha e nada BDSM.

 

          Desta forma, esta pretensa escrava precipitada estará sujeita a toda sorte de infortúnios, bem mais que uma escrava de verdade que sabe o que quer, avalia bem seus pretendentes, não tem pressa em sua busca de um Mestre de verdade e não de um homem ou namorado, e por tudo isso dará valor às características nele que um baunilha disfarçado não saberia dissimular.

 

          Não quis dizer aqui que um Mestre e uma escrava não possam namorar e até casar. Nunca. Isso é até bem natural e assente. Me refiro a ser este o objetivo inicial - e único - daquela falsa escrava e não uma conseqüência natural de um relacionamento tão intenso.

 

         Coligando com o que elenquei acima, é este tipo de “escrava” que se entrega totalmente com o único objetivo desonesto de obter do Mestre um outro tipo de relacionamento (namoro/casamento) e que ao ter a relação finda sem alcançar seus objetivos, vem depois (e só depois) reclamar das atitudes que o Mestre teve durante ou no fim da relação.

 

          Porque não reclamou antes ? Pq. Não usou da prerrogativa de impor limites ?...

 

          Ora, pq estava na esperança de conseguir seus objetivos e somente quando os viu inalcançáveis é que se decepcionou e começou a tentar difamar aquele Mestre pelo que ele fez de verdadeiramente BDSM e com o consentimento dela. Porém, um consentimento não honesto. Pois se seu objetivo fosse honesto, ela, na maioria dos casos, teria se realizado durante a relação e não teria do que reclamar após o seu fim, ou, como já disse, teria imposto seus limites desde o início.

 

         Pasme-se. Mas tem escravas deste tipo que chegam a reclamar até das chicotadas que levaram !! Porque antes/durante a relação não negociaram limites ou usaram safe-word ? Só reclamam depois de finda suas esperanças de “enlaçar” o namorado/marido que pode existir no homem atrás do Mestre ? Elas estariam realmente agredidas pelas chicotadas ou pela fuga de mais um sonhado pretendente a príncipe encantado ?

 

          Já no lado do Mestre a distorção é mais ampla e também muito mais perigosa: É inegável que a escrava é a mais perfeita forma de expressão da mulher completa. As Dommes que me perdoem e os escravos que me contestem *RR*, mas que rapaz “baunilha plus” não sonha em ter “S-U-A” uma mulher livre de preconceitos, tabus e limitações sexuais ? Uma mulher que se intitule DELE na forma mais profunda e explícita da palavra ? Que estará ali para servi-lo e com o intuito eterno de ser-lhe submissa e dedicada na busca de agradá-lo ? E que ele poderá ter dela tudo o que quiser, sem precisar “pedir, negociar ou dar nada em troca (a não ser o devido cuidado e respeito, claro)” ?...

 

          Dizer isso para um baunilha é elencar todas as características da mulher ideal e daquilo que eles tanto buscam no campo sexual e amoroso, mas no entanto, no mundo baunilha, se deparam mais é com exagerados e forjados “charminhos” femininos, limitações e tabus sexuais do tipo “mamae não quer/papai não deixa”, TPMs, cobranças diversas em troca daquela rápida “passadinha de mão”, duvidas (por vezes forjadas) da mulher em aceitar ou não as já incansáveis investidas eróticas deles... Etc..Etc... Etc... Assim, eles vêm no BDSM um paraíso daquilo que não conseguem no baunilha.

 

          Porém, é somente neste campo da “facilidade e amplitude sexual” que os baunilhas se atraem pela escrava. A submissão e masoquismo delas pouco lhes interessa. Eles não são dominadores nem sádicos, não sentem prazer no BDSM e até o julgam ridículo e uma palhaçada com tamanha convicção que alguns tem coragem dedizer isso expressamente ate numa lista de BDSM. Desprezam a escrava que julgam uma mulher inferior e fraca, debocham do seu prazer em apanhar e ser subjugada  rebaixando-a de todas as formas. Enfim, não tem respeito nem admiração por aquela que está honestamente se entregando totalmente a eles.

 

          E é isso. O único interesse que têm é na “transadinha facil e sem limites ou preconceitos”, na “mulher liberada sexualmente naquela fantasia”, e digo isso nestas palavras “bonitas”, porque me nego a transcrever aqui as palavras que eles empregariam. É em troca disso, que alguns deles se travestem de BDSMs e de “m”estres, com o objetivo de obter assim o que querem daquelas pobres e incautas escravas.

 

          Mas nem só das incautas iniciantes... O papo destes “travestidos” é bem mais atraente que aquele dos Mestres de verdade, estes sempre mais sérios, objetivos, rígidos, formais, com suas opiniões já formadas e visando o objetivo expresso do BDSM, sem dissimular cafajestemente em busca de objetivos escusos e disfarçados. Ora, os travestidos podem se dar ao desfrute de forjarem romantismo, de baunilhar, de fazerem-se falsamente de amigos, de falar em fidelidade (afinal basta trocar de nick e ir buscar outra se quiser), de namoro e até casamento (na mesma linha de promessas que faz às namoradinhas para “comê-las”), de terem as regras totalmente flexíveis ou mesmo não ter regra nenhuma, de prometer mundos e fundos e não cumprir, pois já terão obtido tudo aquilo que queriam na primeira “transada”. Enfim,  podem dissimular sem se preocupar nem um pouco com sua imagem e honra no BDSM, pois afinal não têm nenhuma.... Ora, todas estas artimanhas e arte dos cafajestes confundem uma mulher na vida baunilha, imagine no BDSM, onde elas estão mais abertas e confiantes e por vezes inexperientes ? Assim, estes mau-carateres, após todo este jogo e com um rápido estudo daquela “babaquice que é o BDSM para eles”, logo angariam sua escrava, muitas vezes mandando elas colocarem a coleira virtual deles na mesma hora, pouco se preocupando com regras, limites, anseios, rituais, respeito e caráter, vão logo partindo para o que ilusivamente intitulam de “primeira sessão”... Pois o que querem mesmo é só isso: Dissimulando e iludindo, “comer aquela depravada !”- pensam.

 

          Isso é o que chamo de DESONESTIDADE. A escrava esta buscando conhecer uma relação BDSM e acaba por se deparar com um cafajeste que se aproveita dela e da facilidade da situação sem qualquer respeito ou caráter. Ela vai sair dali certamente decepcionada e achando que um dia conheceu – e se decepcionou muito – com o universo BDSM. Por isso estes crápulas são tão nocivos – não só às escravas e mulheres a quem fazem mal – mas também aos Mestres de verdade, porque os difamam. Afinal, uma mulher enganada, machucada e usada naquela única experiência que julga ter sido BDSM, não saberá separar o joio do trigo para ver que o que ela teve foi uma enganação com um FDP cafajeste que nem mesmo é um dominador e que certamente vai sumir depois daquela experiência, trocar de nick e correr atrás de novas vítimas.

 

          E o que é ainda mais perigoso, é que estes canalhas, ao tentarem aprender um pouco do BDSM para se tornarem mais convincentes, logo aprendem a prática pura e simples do sadismo (que é mais fácil que a da dominação, esta mais complexa e por isso mesmo ininteligível para eles), e também descobrem que uma escrava “gosta de apanhar”. Ora, um idiota destes, para não deixar transparecer sua farsa, vai reservar um tempinho de seu estupro que intitulou de sessão para “dar umas porradas na escrava amarrada”. E é neste “dar umas porrada” que um imbecil destes não sabe o que é limite, anseio, sensibilidade, respeito ou qualquer honra ou caráter de um Mestre ou de um sádico. Ele não tem a menor medida do que seja “espancamento com prazer”, mesmo porque ele não está sentindo nenhum prazer com aquilo, esta fazendo porque julga ser aquilo “uma prática obrigatória do Mestre” e ele quer se parecer com um. E ainda avisam para ele que existe uma tal de “safe word” que se a escrava não estiver agüentando a dor ela avisa. Ora, isso é perfeito para ele, que conclui: “Vou baixar o cacete, qualquer coisa ela diz a seifeuórdi, eu páro e fica tuuuudo em paz”... Isso porque ele não tem a mínima idéia de que a escrava usar a safe word é uma grande vergonha para um Mestre, pois denota que este é insensível e inexperiente e por isso não notou estar saindo dos anais do prazer para os limites do insuportável de sua escrava... Mas o que importa ? Eles não são Mestres mesmo...

 

          Assim, são estes os infelizes que entram numa primeira sessão “baixando o cacete” na escrava, sem a menor preocupação e cuidado com o erotismo e o respeito. Mas há ainda outro tipo também DESONESTO e ainda mais perigoso que pratica esta selvageria: Aqueles que “odeiam” as mulheres. Geralmente homens frustrados na vida baunilha e que se pudessem, davam porrada em tudo que é mulher....

 

          E podem... !!!.. basta adentrar no BDSM – pensam.

 

           Desta forma e também com completa desonestidade, conseguem a “vítima” para seu sadismo gratuito que nada tem de consensual ou de prazeroso e sim de violento, selvagem e rancoroso. Estão na verdade expelindo seus egos feridos e seus recalques durante o chicoteamento ou outra tortura feita sem o menor cuidado. Doentes mentais que são, não precisam de uma escrava, e sim de um psiquiatra, ou num caso extremo, da polícia no seu encalço. Estes são geralmente do tipo que dizem: “escrava minha não tem mordomia de safe word não, não quero saber de escrava frouxa”. E na “sessão”, nem se importam com a parte sensual do BDSM, pois o que queremé só expelir seus egos  feridos na forma da mais brutal violência e grosseria.

 

         Enfim... temos aí dois “tipinhos” que vivem às margens do BDSM, mas que se misturam a nós como um câncer, corrompendo nossa imagem naquilo que eles dissimulam de “sessão” mas que não passa de uma “trepada apimentada” ou de “um caso de polícia”. Pois lembremo-nos que o verdadeiro Mestre tem sensibilidade para saber e respeitar até onde as torturas e a dor estão sendo um prazer para escrava e este é o objetivo.

 

          E marcas ? Isso se negocia antes de uma sessão com aquele verdadeiro Mestre que, tendo a devida experiência, sabe torturar prazerosamente se preocupando em não deixar nenhuma marca (se assim pedir a sua escrava). Qualquer extrapolação de limites, qualquer insensibilidade que permita a um animal se despreocupar com o conforto e a segurança daquela que se entrega e ele fielmente deve ser encarado como caso de polícia, não como BDSM.

 

          Porém, não poderia aqui encerrar sem ressalvar que a prática do “bate-apanha”, que é bastante difundida no BDSM, se praticada honestamente, não se aplica ao que falei. Ela é um extremo de uma honesta relação S&M, em contrapartida à “submissão 24/7”, também bastante criticada. Assim, acredito que se a prática do “bate/apanha”, por mais Hard que seja, for praticada entre pessoas maduras, com o consentimento, consensualidade e cumplicidade de ambas e por pessoas verdadeiramente BDSM visando o prazer honesto com aquilo, e com o devido respeito e sensibilidade, torna-se hipócrita condená-los, pois o BDSM tem um universo muito grande de estilos e todos aqueles honestamente BDSMs devem ser respeitados e assim considerados pelos demais, não cabendo preconceitos.

 

          Para encerrar, não nos esqueçamos do orgulho que uma escrava masoquista tem em ser violentamente torturada por seu Mestre (eu disse “M”estre) e portar por dias a marca daquela sua prazerosa e assumida entrega. Separemos o joio do trigo e se o(a) caro(a) leitor(a), acha que fui contraditório, demonstra infelizmente não ter entendido o verdadeiro significado e a grande importância da “honestidade” no BDSM.

 

          É a minha opinião,

 

Jot@SM